sexta-feira, 7 de maio de 2010

Provas de Deus VIII





Com a morte de Salomão, o Reino de Israel entra em decadência. As causas dessa decadência prendem-se às influências malignas de povos vizinhos. O intercâmbio comercial e cultural, que o grande reinado de Salomão propiciara, foi o inimigo oculto. Influências religiosas de outros povos, que adoravam ídolos, penetraram no Reino de Israel. Como vimos em artigo anterior, até o próprio Rei e Profeta Salomão, teve seus momentos de fraqueza, adorando ídolos (demônios) que eram cultuados por algumas de suas esposas estrangeiras. Elas traziam para Israel os seus deuses, e Salomão e grande parte do povo, passavam a sacrificar a eles e adorá-los, movidos pela concupiscência e pelas orgias, em que se constituíam os cultos a esses deuses. Esses deuses não pediam que os amassem sobre todas as coisas, mas sim que se tornassem seus escravos e companheiros de esbórnias. Não determinavam o amor ao próximo, e sim a paixão sensual e hedonista, que não raras vezes propiciava o homicídio. Não exigiam um culto sério e piedoso, mas sim verdadeiras bacanais, com o culto ao pior deles, o deus Baal, (que acreditava-se fosse o próprio Lucifer), onde quase sempre, no meio da embriaguês e volúpias, processava-se sacrifícios humanos, geralmente de mulheres. Os deuses não ensinavam o amor e respeito aos pais, mas sim, muitas vezes, o estupro de pais com filhas, e de filhos com mães. Não raras vezes verificava-se o amor incestuoso e o adultério; o aborto era comum e o homossexualismo, até entre irmãos ou entre pais e filhos, fato corriqueiro. Sodoma e Gomorra, deixara sua cauda de pecados e venenos sobre esses povos, que influenciaram maleficamente Israel. É um eufemismo dizer-se que esses deuses propiciavam o assassinato, o roubo, o não respeito à propriedade alheia e à mulher do próximo. Diante dessa situação, o Senhor Deus castigou severamente Israel, permitindo a invasão assíria, e a divisão do Reino em dois:
1. O Reino de Israel, capital Samaria, com Reis aventureiros, falsos, ilegítimos não descendentes da Casa de David Reis que aderiram inteiramente à idolatria e que, depois da invasão assíria, sofreram a babilônica e a deportação para as regiões mesopotâmicas do Império Babilônico.
2. O Reino de Judá, capital Jerusalém, com Reis legítimos, pertencentes à Casa de David e que, em sua maioria, guardavam a verdadeira fé. Mas como alguns, também cairam em idolatria, o Senhor Deus também castigou-os. Sofreram a invasão babilônica e também foram deportados para a Babilônia. De alguns desses Reis de Judá, descendem Maria Santíssima e São José. Infelizmente, das doze Tribos, descendentes dos doze filhos de Jacob, dez constituíram o Reino idólatra de Israel, e só duas formaram o Reino de Judá. Nessa época de idolatrias, de divisão do Reino, de invasões estrangeiras e deportações, Deus em Sua Infinita Misericórdia, suscitou os grandes Profetas dos quais os maiores foram Isaías, Jeremias, Elias, Daniel, Amós, Abacuck, Baruck, Eliseu Sofonias, Naum e muitos outros. As grandes Provas de Deus, nessa época de Profetas, eram postas aos Reis de Israel e de Judá e a seus povos. Pois os Profetas, com destemor, increpavam os Reis e o povo contra a adoração aos ídolos. Também enfrentavam, com grande coragem aos Reis conquistadores, fossem assírios ou babilônicos, como aconteceu, por exemplo, entre o Profeta Daniel e o Rei Nabucodunosor.
Esses fatos ocorreram entre os séculos X e VI aC.
O Profeta Elias, talvez o maior deles, com absoluta confiança no Deus verdadeiro, “Aquele que É”, ou o “Eu Sou”, ou “Deus de Israel” (mais tarde, no Cristianismo, “Santíssima Trindade”, ou o “Senhor Jesus Cristo” que sendo a Encarnação do “Filho”, também é do “Pai” e do “Espírito Santo”, pois “Ele” mesmo disse: “Eu e o Pai somos Um”, ou então, mostrando que “Ele” e o “Deus de Israel”, o “Deus de Abrahão”, eram o mesmo, declarou: “Antes de Abrahão, Eu Sou”). O Profeta Elias, com essa enorme confiança semelhante à de “Abrahão”, desafiou os sacerdotes de Baal, à frente do Rei idólatra de Israel. Fê-lo da seguinte maneira: que eles fizessem vir fogo do Céu, para cremar os bois sacrificados no altar. É desnecessário dizer, que os sacerdotes de Baal, nada conseguiram. Ele mandou sacrificar mais bois e molhá-los com água , pois assim poderia dificultar a ação do fogo, e rogou ao Deus verdadeiro que consumisse com o fogo dos Céus, aquelas vítimas expiatórias. E o fogo veio, para medo e pasmo dos Reis, sacerdotes e povo de Israel e estrangeiros, e consumiu, em enorme fogueira e vapor as vítimas e os ídolos de Baal, que caíram de suas bases, e se estraçalharam. A Prova de Deus com Elias foi a Prova da Confiança irrestrita no Poder do Deus de Israel. Os demais Profetas citados também, em ocasiões diversas, enfrentaram Provas de Deus, semelhantes às de Elias. Alguns deixaram suas profecias escritas, onde anunciam, em diversas passagens, a vinda do “Messias”, do “Salvador”, do “Redentor”, passagens estas, que por inúmeras ocasiões, entram em detalhes, às vezes até insignificantes, mas para darem Glória a Deus, pelas Provas que Deus lhes impunha de anunciar, séculos antes, os “Mistérios da Encarnação”, Paixão e Redenção” do “Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo”, que mudaria a Face da Terra.

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